terça-feira, 15 de março de 2016

[RESENHA CRÍTICA] 1984 (título original Nineteen Eighty-four).


Filme: 1984 (título original Nineteen Eighty-four). Adaptação do livro de George Orweel.
Duração: 113 min. Cor.
Direção: Michael Radford.
Gênero: ficção científica / drama.
Livro 1984 por George Orwell lançado em 1949.

Depois da guerra atômica, o mundo foi dividido em três estados e Londres é a capital da Oceania, dominada por um partido que tem total controle sobre todos os cidadãos. Winston Smith é um humilde funcionário do partido e comete o atrevimento de se apaixonar por Julia, numa sociedade totalitária onde as emoções são consideradas ilegais. Eles tentam escapar dos olhos e dos ouvidos do Grande Irmão, sabendo das dificuldades que teriam que enfrentar.
Esta obra nos traz a realidade do nazismo e do racismo pois ela foi escrita no final da segunda guerra mundial. A obra é uma ficção cientifica do tipo Distopia política, ela nos mostra como seria o futuro dominado por regimes totalitários.
             A história se passa na Ex-Inglaterra, agora pertencente ao chamado bloco da Oceania que é inimigo e está em guerra com a Eurásia. O filme mostra como o totalitarismo diminui a ideia de individualismo por meio do uso de uniformes, de uma reforma linguística, da suspensão da sexualidade, a meta de acabar com o prazer, da diminuição da família e a reprodução artificial. Esses fatos são característicos desse regime que querem uma única massa disposta a fazer de tudo por sua nação.
            As pessoas nessa obra cultuam o seu líder, o chamado Grande Irmão que sempre está observando as pessoas por meio de monitores. Elas devem respeito a sua pátria, absorver as informações passadas diariamente pelo partido e se manterem saudáveis e praticar atividades físicas. Os protagonistas não querem essa pureza do partido, eles querem ser livres, depravados.

           
          O filme é claustrofóbico, escuro e úmido, triste e nublado com as fotografias em tons pasteis, tudo arquitetado para gerar uma sensação de depressão e falta de esperança.



"Big Brother is watching you".

terça-feira, 1 de março de 2016

[RESENHA] O Diário de Anne Frank




Título: O Diário de Anne Frank.
Paginas: 373.
Autor: Anne Frank (edição definitiva por Otto H. Frank e Mirjam Pressler).
Editora: BestBolso – Rio de Janeiro, 2015.


              " Diário de Anne Frank é um livro escrito por Annelies Marie Frank entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. Em 9 de julho 1942Anne escondeu-se com sua família e outros judeus (a família van Daan e Albert Dussel) num "Anexo" secreto junto ao escritório do pai, em Amsterdã, durante a ocupação nazista dos Países BaixosAnne Frank, com treze anos de idade, inicialmente usa seu diário para contar sobre sua vida antes do confinamento e depois narra momentos vivenciados pelo grupo de pessoas confinadas no Anexo".


                Um livro incrível e deprimente, um verdadeiro relato pessoal, emocionante sobre o Holocausto pela visão de um grupo de judeus escondidos.
                O Diário consiste nos relatos prestados pela jovem Anne Frank do período de 12 de Junho de 1942 até 01 de Agosto de 1944. Ela conta em seu diário tudo o que ocorre em sua vida desde o momento em que ela ganhou o objeto em seu aniversário até a sua captura em Agosto de 1944. As paginas estão repletas de discrições dos fatos que ocorreram com ela, tendo algumas observações sobre o que ocorre no mundo e também o que ocorre com suas emoções.
                A Família Frank vai para o esconderijo, posteriormente chamado de Anexo, no dia 09 de Julho de 1942, escondidos debaixo de uma chuva torrencial, os quatro saíram de casa e nunca mais voltaram. No Anexo a família se juntou futuramente com mais três pessoas pertencentes a outra família, os chamados por Anne de “van Daan” e depois com mais um membro, o Sr. Dussel, totalizando 08 pessoas. A história tem a participação de mais algumas pessoas senso os Srs. Kugler e Kleimam, Miep Ges e Elizabeth (Bep) Voskuijl.
               

              No desenvolver do diário é nítido a mudança sofrida pela jovem Anne Frank, ela amadurece se tornando uma menina mais crítica e menos irritante. Anne Frank e Peter van Daan criam um vínculo de amizade forte no Anexo, se transformando com o tempo em uma diminuta paixão.
         As atividades para passar o tempo no esconderijo costumavam ser entre a pratica de estudo e realização de cursos a distância, lendo livros e revistas, organizando o anexo, realizando algum serviço de escritório e também brigando entre si.

                Anne Frank depois de capturada foi levada para o campo de concentração nazista de Auschwitz, e mais tarde para Bergen – Belsen, local onde morreu. Seu Diário foi organizado e lançado por seu pai, Otto Frank, o único sobrevivente da Família Frank.